Influências Históricas IV - A Culinária do Antigo Oriente Médio, Os Fenícios, Hebreus e Persas.
Os Povos do Mediterrâneo em 1180 aC |
O Antigo Oriente Médio e suas contribuições à Culinária Mediterrânea.
Por volta do ano 2000 a.C. , muitos povos, principalmente os semitas haviam se estabelecido a leste do Mediterrâneo, no que hoje abrange áreas do Líbano, Síria e Israel, São eles - Cananeus, Arameus, Filisteus, Lídios, Hititas, Cretenses, Fenícios, Hebreus e Persas. Para citar os mais conhecidos!
Ocorre que destes povos mais antigos existem poucas referencias históricas e o que sabemos deles encontram-se em versos do Antigo Testamento Bíblico e alguns documentos encontrados na Cultura Persa, na qual os Arqueologistas encontraram inúmeros vestígios principalmente dos Fenícios, Hebreus e dos próprios Persas , é claro! Que serão assunto deste post.
Entendam que todos esses povos, inclusive os Povos Egeus (do mar egeu) e os Helênicos são contemporâneos entre si, isto é, viveram em uma mesma época e entre eles houve o comércio e as trocas culturais por centenas de anos; seus produtos manufaturados, sua agropecuária, sua linguagem, escrita e modos de vidas se influenciaram entre si desde do final do Holoceno e do final da Era Glacial até a Era Agrícola (11.000 a 6000 a.C. - Houve o desenvolvimento das manadas ou hordas para as Sociedades comuns e entre 6000 a 3000 a.C. As Civilizações como sua agricultura consolidada e as cidades-estados e entre 3000 a.C. até 500 d.C. estes povos forma contemporâneos entre si!) formando sua Culinária e sua Dieta. Por isso inúmero estes posts de uma forma cronologicamente histórica, para que possam entender como essas influências chegaram aos dias de hoje.
A FENÍCIA
Vivendo em uma estreita faixa costeira que formava um ponto de comunicação
natural entre a Ásia, a África e outras terras, esses colonos se desenvolveram
e começaram a produzir diversas mercadorias, como tábuas de cedro (usadas em
construções), azeitona, vinho e tecidos, que comerciavam com o Egito, Chipre,
Creta e lugares distantes, como Troia, na Turquia ocidental.
Por volta de 1500, novas cidades começaram a surgir na
região, que vieram somar-se a Ugarit e Biblos, fundadas em épocas muito mais
antigas — 4000 e 3000, respectivamente. Ao contrário de alguns impérios que
surgiram paralelamente, as cidades fenícias — as maiores eram Tiro, Sidon e
Beirute, todas famosas por seus bordados — haviam entrado em uma era dourada no
início do ano 1000.O comércio continuou a ser a pedra angular da prosperidade
fenícia, em particular a manufatura e a venda de produtos de luxo, como
ornamentos de ouro e prata, vidros finos e marfim lavrado. Os corantes fenícios
e, principalmente, seus famosos tecidos de cor púrpura, cada vez mais
associados a um status social superior, tornaram-se muito procurados. De fato,
o nome Fenícia é derivado da palavra grega para “púrpura”.
Sendo uma potência marítima, os fenícios começaram a
estabelecer, desde o final do século IX a.C., em colônias no Chipre e na costa
norte-africana. Em 814 estabeleceram-se em Cartago, na atual Tunísia. A Fenícia
ainda prosperou sob o controle dos impérios assírio e persa até 322, quando
Tiro, sua capital, foi saqueada, e o país incorporado ao mundo grego de
Alexandre, o Grande.
A Gastronomia Fenícia foi o grande apogeu daquela civilização antiga, devido seu comércio e do seu controle sobre a Rota de Seda naquela região, muitos aromas e temperos orientais entraram na sua cozinha e sendo a base de toda Cozinha Árabe e Otomana que é e foi um dos pilares da Cozinha Mediterrânea, o Pão Pitta, o Cuscuz marroquino, trigo moído e misturado as carnes e hortaliças, o emprego do limão e de ervas frescas, nasceram nessa cultura!
ISRAEL, JUDÁ E OS HEBREUS
Os hebreus eram nômades semitas que emigraram para Canaã
vindos do leste, no final do segundo milênio a.C. Após derrotar os filisteus
(“Povos do Mar” que se estabeleceram na costa da Palestina), o rei Davi
(1006-962), com a ajuda do rei fenício Hiram, de Tiro, constituiu uma Palestina
unificada, tendo Jerusalém como capital religiosa e política. Após 930, no
entanto, o país foi novamente dividido: Israel, ao norte, e Judá, incluindo
Jerusalém, ao sul.
Em 721, a Assíria assumiu o controle de Israel. Por volta de 586, Judá caiu sob o domínio dos babilônios, e nesse período Jerusalém foi destruída. Seus habitantes foram levados cativos para a Babilônia, onde começaram a escrever sua história, no que viria a ser a Torá e os primeiros livros da Bíblia.
Em 538, quando a Babilônia foi conquistada pelos persas, os judeus receberam permissão para retornar a Jerusalém, onde os fundamentos religiosos e políticos do judaísmo foram estabelecidos. Alguns judeus decidiram permanecer na Babilônia, formando assim a primeira diáspora judia. Essas diásporas se espalharam por todo o Mundo Antigo, as influências judaicas tanto na Cultura, na Gastronomia e na Religião aparecem em todas as culturas desenvolvidas em volta do Mediterrâneo.
Os Hebreus (Judeus, Levitas e Israelitas) com suas influências egípcias e babilônicas levaram ao povos do Mar Mediterrâneo as técnicas de receitas a base de trigo como massas e recheios que usamos até hoje na Culinária Italiana, Francesa, Otomana e Grega e foi um dos primeiros povos a introduzir o Gado Bovino em suas refeições influenciando todo o Mundo Antigo.
Em 333, Alexandre, o Grande
conquistou a Palestina. A partir de então a região teve diversos governos,
entre eles os Impérios Romano, Sassânida e Bizantino. A presença dos judeus foi
diminuindo na região, enquanto a Galileia se tornava o principal centro da
religião judaica. No ano 636, os árabes conquistaram a Palestina, que
permaneceu sob o controle muçulmano por 1.300 anos. Acredita-se que na primeira
diáspora judaica ou hebreia – Ocorrida cerca de 720 A.C - Os primeiros hebreus
que se fixaram na Europa vivam na Região da Sicília, Tunísia e Sardenha levando
consigo e contribuindo com sua Cultura e Gastronomia
OS PERSAS E SEU MAGNÍFICO IMPÉRIO.
Por volta de 4000 A.C. povos nómades do Norte e do Sul do
Atual Golfo Pérsico e da Península Arábica fundaram o que denominamos
historicamente hoje o Império Persa. Essas hordas de pessoas atravessaram a
Armênia e o Irã e se estabeleceram na fronteira com o Iraque.
Em 559, um jovem rei chamado Ciro II (o Grande) chegou ao
poder na Pérsia. Ao longo da década seguinte, construiu um império que chegou a
dominar um quinto da população mundial. Essa dinastia de reis persas foi
chamada de Aquemênida, em homenagem a Aquêmenes, o fundador da dinastia, o qual
historicamente é conhecido como Império Aquemênida.
Por volta de 549, Ciro mobilizou seu povo e conquistou as terras dos medos, que habitavam o Norte do Irã e controlavam a Pérsia, obtendo a Assíria nesse processo. Dois anos depois, os poderosos exércitos de Ciro dominaram as cidades “Jônicas* (cidades de domínio grego) da Ásia Menor e, em 539, capturaram a Babilônia e a Palestina — para onde Ciro permitiu que os judeus exilados voltassem e reconstruíssem seu Templo em Jerusalém. Pouco antes de morrer, em 529, ele já havia expandido seu império até as fronteiras da Índia.
Na época do rei Dario I (522-486), as fronteiras da Pérsia incluíam o Egito e se estendiam do Norte da Índia, a leste, até a Turquia, a oeste, colocando a Pérsia em pé de igualdade com a Assíria, o maior império que o mundo já vira até então. Para manter o controle de seus vastos domínios, Dario I estabeleceu um eficiente sistema de taxas administrativas e construiu, no ano 500, uma estrada de 2.400 km, de Susa, no atual Irã, a Éfeso, na Turquia. Que trouxe inúmeros novos ingredientes, aromas e texturas para esta gastronomia.
A Gastronomia Persa que influenciou as Cozinhas Grega, Árabe e Turco-Otomana que são as bases da Culinária Mediterrânea .
Entre 800 a 400 A.C. o Império Persa se tornou
um dos mais poderosos e eminentes impérios do mundo antigo – Sua Agricultura,
Sua Arquitetura, Sua Siderurgia, Suas Ciências e Religião e é claro sua
Gastronomia – Influenciaram e ainda influenciam até os dias de hoje...Países
como a Turquia, a Grécia, a Itália (Romanos e Etruscos), os países Balcãs e os
Países do Norte da África e Oriente Médio que banham o Mediterrâneo.
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